Pr. Jailson Santos

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HISTÓRIA DE ISRAEL - John Brigth



O MUNDO DAS ORIGENS DE ISRAEL (Capitulo )

A primeira metade do segundo milênio a.C. (aproximadamente 2000-1550) nos leva à cidade das Origens de Israel.
Foi durante este período que ocorreu a migração para a Palestina dos povos. Seminômades, entre os quais se encontravam os antepassados de Israel. Estes por sua vez pertencem à pré-história de Israel, pois Israel surgira pouco depois.

O Antigo Oriente nos anos 2000-1750 a.C. aproximadamente
1.1 – A Mesopotâmia nos aos 2000-1750, aproximadamente.

Este período começou com a terceira dinastia de Ur dominando a maior parte da planície de Mesopotâmia. Entretanto este poder não foi duradouro nem deixou sucessor.

1.1.1. - A queda de Ur III: Os amoritas.

O poder de Ur nunca foi centralizado, o que fez com que as dinastias fossem libertando-se deixando Ur III apenas como governante local. O fim do poder chegou quando os elamitas invadiram a terra, tomaram e saquearam Ur, e levaram Ibbi-sin cativo. Com a queda de Ur, os amoritas inundaram todas as partes da Mesopotâmia.

1.1.2 – Rivalidades dinásticas na Baixa Mesopotâmia até a metade do décimo oitavo século:

A herança de Ur III enfrentou grande rivalidade na Baixa Mesopotâmia, os principais eram Isin e Larsa, ambos governados por amoritas. Todavia nenhuma destas dinastias foi capaz de dar estabilidade a terra. Aproveitando a situação confusa, uma dinastia amorita (I babilônia) se estabeleceu lá em 1830 gerando outros conflitos.


1.1.3 – Estados rivais da Alta Mesopotâmia.

Já na alta Mesopotâmia antigos estados de Ur estabeleceram com alguma importância, entre eles Mari e Assíria.
Mari era localizada no médio Eufrates e, era uma cidade antiga que tinha sido um lugar importante, em todo terceiro milênio e, veio a ser posteriormente antepassados de Israel.
Assíria, cuja denominação deriva da cidade de Assur no Alto Tigre, foi um dos poucos Estados mesopotâmicos que não tinha ainda sido governado por dinastas amoritas.

1.2 - O Egito e a Palestina em 2000-1750 a.C. aproximadamente.

O Egito, na primitiva idade patriarcal, apresentava um quadro de notável estabilidade. Todavia o período mais próspero da história foi sob os faraós do Médio Império.

1.2.1 – A décima segunda dinastia (1991-1786).

Neste período começa o Médio Império onde Vizir Amenemht inaugurou a décima segunda dinastia. Sob esta dinastia, o Egito gozou de um dos mais notáveis períodos de estabilidade de toda sua historia, pois os faraós desta dinastia empreenderam muitos projetos ambiciosos com vistas à maior prosperidade nacional. Neste período ainda a medicina e as matemáticas alcançaram o auge de seu desenvolvimento.

1.2.2 – O Egito na Ásia.

Embora esse período para o Egito fosse um período de paz, os faraós do Médio Império não se limitavam às atividades pacíficas. Durante este tempo ocupavam o Vale do Nilo e estenderam-se até a parte da Palestina.

1.2.3 – A Palestina dos anos 2000 a 1750 a.C. aproximadamente.

Este período foi marcado por desordem e confusão. Inclusive uma grande devastação cultural, quando os invasores nômades irromperam dentro de suas fronteiras e destruindo várias cidades.

1.2.4 – O fim Médio Império.

Depois do reinado de Amenemhet III (1842-1797), a décima segunda dinastia se enfraqueceu e dentro de alguns anos chegou ao fim. Neste período o poder do Egito foi declinado rapidamente, sendo restaurado pouco depois por Nefirhotep e seus sucessores. Porém em pouco tempo mergulharia numa época de trevas.

O antigo Oriente de 1750-1550 a.C., aproximadamente

2.1 – A luta pelo poder no décimo oitavo século na Mesopotâmia.

Enquanto o Médio Império estava desmoronando no Egito, vinha começando a formar-se uma luta pelo poder na Mesopotâmia. Os principais atores desta drama, além da própria Babilônia fora Larsa, Assíria e Mari.

2.1.1 – Expansão de Larsa e Assíria.

Depois da queda de Ur III, a Mesopotâmia tornou0se, o campo de batalha de pequenas rivalidades dinásticas, entre elas Isim, Larsa e Babilônia, cidades governadas por dinastas amoritas.
Larsa viria a ser tomada pelo príncipe de Yamulbal, que estabeleceria seu filho como governador.
Shamnsi-Adad I subiu ao trono da Assíria e lançou uma política vigorosa que fez da Assíria em pouco tempo o Estado dominante da alta Mesopotâmia.

2.1.2 – A “Idade de Mari” (1750-1697 aproximadamente).

Não demorou muito e a Assíria perdeu poder por não manter sua conquista e Mari tomou seu lugar como potência dominante na Alta Mesopotâmia, embora por pouco tempo.
Sob Zimri-Lim (1730-1697) Mari alcançou seu auge, sendo considerada uma das maiores potências da época, estendendo-se da Babilônia a Carquemis e gloriava-se de exercito eficiente.
2.1.3 – O triunfo de Babilônia: Hamurabi (1728-1689).

A grande vitória pelo poder não foi conquistada nem por Mari, nem pela Assíria ou Lara, mas por Babilônia.
O grande responsável por esse feito foi Hamirabi que com grande esforço foi capaz de tirar a Babilônia de uma situação difícil e levá-la para o poder.
Guerreou contra a Assíria e Larsa e os venceu. Porem tornou-se senhor apenas de uma região não muito grande.
Sobre seu governo a Babilônia desfrutou de um notável florescimento cultural, tornando-se uma grande cidade.
Todavia o maior feito de Hamurabi foi o seu famoso código de leis, que publicou no final de seu reinado.

2.2 – Período de Confusão no Oriente Antigo.

A ultima parte do período patriarcal foi confusão por toda Mesopotâmia, Síria e Palestina. O Egito foi dominado por estrangeiros e a Babilônia perdeu sua glória rapidamente.

2.2.1 – Egito: Os Hicsos.

A crise na Mesopotâmia abriu caminho para que o Egito fosse subjugado por estrangeiro (não muito conhecido) chamado hicsos. O que se sabe é que hicsos significa “chefes estrangeiros” e que adoravam a deuses canaanitas e amoritas e que futuramente dominaria todo Egito e se estenderia Ásia adentro.
Na décima sétima dinastia começaria uma luta cruel e sangrenta pela liberdadae do Egito. O primeiro líder Egípcio foi Sequenen-Re que morreu em batalha seu filho assumiu a luta com grandes esforços. Todavia o libertador foi Amosis (1552-1527) que expulsou os invasores do Egito.

2.2.2 – Movimentos raciais na Mesopotâmia: décimo sétimo e décimo sexto séculos.

Com a invasão do Egito pelo hicsos grande pressão se formou por novos povos no Crescente Fértil. Entre eles se destaca os hurrianos. Muitos destes povos, invadiram o norte da Mesopotâmia. No décimo sétimo e no décimo sexto século ocorreu um influxo tremendo de hurrianos em todas as partes do Crescente Fértil.
Antes do décimo quinto século, quando chegou ao fim, à idade sombria estes povos se estendiam por toda a Alta Mesopotâmia.
Estes movimentos servem sem dúvida, para explicar por que Hamurabi não conseguiu estender as suas conquistas mais para além até o norte e para o oeste, por que o império que ele construiu não teve duração.

2.2.3 – A Palestina no período dos hicsos.

A Palestina não escapou de todas estas idas e vindas. Afinal de contas, ela fazia parte do império hicso, e os próprios hicsos tinham vindo em grande parte, segundo tudo indica daí e do sul da Síria. E ela neste período recebeu uma infusão da parte do norte que lhe trouxe um novo elemento patrício.
Esses recém-chegados trouxeram consigo novas armas temíveis e novas técnicas militares carros de guerra, fortificação e trincheiras de terra batida.
As cidades eram numerosas, bem construídas e, como vimos solidamente fortificadas. A população tinha aumentado de modo geral, juntamente com um progresso considerável de cultura material. O sistema de cidade-estado, característico da Palestina até a conquista israelita, parece que foi aperfeiçoado, sendo a terra dividida em vários pequenos reinos ou províncias, cada uma com seu próprio governante.

2.2.4 – O Antigo Reino Hilita e a queda da Babilônia.

A idade sombria do Egito terminou por volta de 1540, mas a Babilônia não teve a mesma sorte. Com efeito, a sua idade sombria continuou. Já internamente enfraquecida e sitiada por incursões cassitas. Primeira Dinastia chegou ao fim. O golpe mortal, porem, não foi desfechado pelos cassistas nem por nenhum vizinho rival, mas por uma invasão Hitita.
Pouco se sabe sobre as origens Hititas. O nome deriva de um povo não indo-europeu, chamado Hatti, que falava um língua que não tinha nenhuma relação com nenhuma família lingüística conhecida. Fato é que no terceiro milênio, eles estavam estabelecidos na parte norte e central da Ásia Menor, numa área perto de Hattusas (Boghazkoy), que foi mais tarde capital do império Hitita, e ou eles lhe deram o seu nome, ou o tomaram desse lugar.
Os Hititas subjugaram Babilônia, saqueou-a, e o domínio da Primeira Dinastia, que tinha resistido durante trezentos anos, chegara finalmente ao acaso.
Entretanto, isso não quer dizer que toda a Mesopotâmia tivesse passado para as mãos dos Hititas.
O antigo reino Hitita, sofrendo de sua crônica incapacidade de assegurar sucessão do trono sem violência declinou vertiginosamente. O poder Hitita bateu em retirada para a Ásia Menor. E por mais de um século não desempenhou nenhum papel importante no palco da historia. Entrementes, em Babilônia, os cassitas herdavam o controle e manteve-se no poder durante uns quatrocentos anos.
Foi uma época sombria para Babilônia, durante a qual ela nunca conseguiu voltar a seu lugar de destaque. Ao mesmo tempo, a Assíria, duramente pressionada por seus vizinhos, ficou reduzida a mero Estado de segunda categoria.
Vemos assim que, durante toda a idade patriarcal, nunca se chegou a uma estabilidade política duradoura na Mesopotâmia.

CONCLUSÃO:

Há toda uma História por traz, ou antes, da História de Israel. E o John Brigth em “O mundo das origens de Israel”, demonstra isso com grande profundidade e vasto conhecimento. Levando-nos a entender quem foi, onde viveram e como viveram os antepassados de Israel.
Começando do Antigo Oriente o autor caminha com os leitores pelas dinastias, mostrando os principais pontos Históricos, Arqueológicos e geográficos tais como: seus períodos, principais governantes, as lutas que tiveram e terras que conquistaram. Não esquecendo, todavia de direcionar todos estes pontos para a compreensão do mundo Israelita que surgiria.

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Jailson Santos

Mestrando em Divindade pelo Centro de pós-graduação Andrew Jumper (Mackenzie - São Paulo)

Bacharel em Teologia pelo Seminário JMC e Universidade Presbiteriana Mackenzie

Pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana Aliança em Limeira - SP

Professor de teologia sistemática no SPFB

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