Pr. Jailson Santos

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O mundo precisa de filosofia


PROBLEMATIZAÇÃO

É possível um homem que é um animal racional, viver em um mundo cercado, pelos quatro cantos por idéias e pensamentos, viver sem a presença da filosofia e dos filósofos?

O MUNDO PRECISA DE FILOSOFIA

AS IDÉIAS MOVEM O MUNDO.

1. O que tem mais valor o dinheiro ou a sabedoria?

Diz Aristóteles em uma de sua s obras, que certa vez a esposa de Hieron perguntou ao poeta Simônides o que valia mais: ser rico ou ser sábio? E o poeta disse rico, “pois vejo os sábios estarem sempre batendo na porta dos ricos”.
Não são poucos os adeptos da “filosofia da riqueza”, que julgam ser a riqueza o poder por excelência.
Esses vivem cercados da idéias de poder e ocupam a muitos no cumprimento de sua vontade, pois acham ter o direito de comandar.
Entretanto a vida não reduz a isso e Aristóteles assim analisar a figura do homem rico: “tem todas as características de um homem feliz, a quem falta, no entanto, o bom senso”.
Objetivo do autor não discutir as classes sociais, entretanto como estamos no alvorecer da filosofia no mundo é necessário refletir e entender o que é mais importante: ter ou ser?
Por mais que muitos ainda não saibam vivemos no mundo das idéias, e o sabe é mais precioso do que o ter.

2. Cada período da história teve sua ênfase.

Nos primórdios da História os povos valorizavam a força e o poder militar era dominante; Na idade média a ênfase estava no pensamento religioso que influenciou até mesmo o sistema de governo; Durante a ascensão da burguesia o valor econômico os poderosos do mundo: Atualmente a luta é ideológica e a sorte da humanidade tem sido decidida pelo debates das idéias. E esse é o tempo o tempo em que à presença do filosofo aparece como inadiável.

3. As ciências práticas têm mais valor que a filosofia?

Muitos dizem ser a filosofia “um conjunto de especulações abstratas sem interesse para existência”. E que devemos nos voltar apenas para as ciências praticas. Todavia ser humano é um animal racional ele não pode agir sem usar sua razão. Por isso consciente ou inconsciente todo ser humano é um filósofo.

4. A filosofia é importante para vida.

Nada mais falso que negar a importância da filosofia para vida. Alguns sem conhecimento de causas dizem que: “o filósofo não leva em conta as exigências do dia-a-dia”. Todavia a cada pensamento antes da ação há uma filosofia em ação.
Porém a ação da filosofia vai além do presente ela é uma poderosa forca histórica. Não são poucos os filósofos que marcaram o mundo. Pois é o pensamento que transforma a face da humanidade.

5. A maquina roubou do homem a reflexão.

O homem moderno de tanto criar e se servir da máquina, passou a reflete o humano pelo mecânico, tornando-se de mentalidade mecanicista, pragmática, ativista, fazendo-o perder o sentido de contemplação, que tem por fim a própria perfeição do sujeito da ação, dentro do que ele é e o que deve ser. Preocupado com fazer perdeu a perspectiva de ser.
Para a filosofia o homem deve passa a preocupa-se com, porque fazer e para que fazer. Além de vir a poder julgar conveniente o que fazer diante dois pólos da vontade e do dever.

6. O caminho da filosofia, não é o do ter, mas sim o do ser.

Na linha da vida contemplativa o importante para o homem não é ter, mas ser na plenitude racional. Todavia o convite da filosofia não é de um afastamento da vida, mas do discernimento das idéias, isto é um alargamento da visão e das dimensões da existência em extensões profundas.

7. As idéias e a vida do homem.

7.1 - Idéia e sentimento

Diz o ditado popular: “o que os olhos não vêem o coração não sente”. E isso é uma verdade. Não existe sentimento sem idéia. Os sentimentos variam de acordo como as idéias.
Um estóico pagão que acredita que bem é não sofrer vê a morte com alegria porque tem a idéia de vida eterna.
O teatro grego explorava muito este fato, utilizando no terreno estético o recurso do efeito da identificação, onde o personagem aparece em cena com sua verdadeira identidade, após ter aparecido veladamente. Como por exemplo, em Electra de Eurípides e Ulisses, na odisséia de Homero.
O próprio sentimento religioso apresenta características diferentes, segundo a idéia que o acompanha.
Fetichista: É acompanhado de terror e inquietação. Pois a idéia e de forças da natureza.
Bramanismo: É acompanhado de um pessimismo. Pois a idéia e de difusão do universo.
Judaísmo: É acompanhado de medo, pois a divindade se apresenta na forma de Lei.
Cristianismo: É acompanhado de esperança. Pois a idéia de um Deus amoroso e gracioso.
Logo as idéias dão tom ao nosso sentimento e dão à cor da nossa própria existência.

7.2 - Idéia e vontade.

Uma das funções das palavras é exprimir o pensamento, que por vez se escondem. Todavia algumas vezes estas palavras não passam de ruídos como diria o pensador grego Crátilo.
Emanuel Kant Filósofo alemão defendeu a idéia de uma vontade que não fosse vontade de alguma coisa o que ela chamava de “vontade pura”.
Todavia o que a realidade nos ensina é que a vontade é sempre transitiva, e sempre vontade de alguma coisa.
Um homem de vontade firme é aquele que sabe o que quer, e sabe o que quer exatamente porque quer o que sabe.
Os atos dependem da vontade, e a vontade é determinada pela idéia.
São as idéias claras na mente do homem que permite o discernimento do homem para o bem ou para o mal. Conhecendo o bem ele terá como discernir o mal.
Segundo Tomás de Aquino, a idéia do bem é sempre um obstáculo a pratica do mal.

7.3 - Idéia e ação.

A uma relação existente entre as idéias e os atos.
Karl Marx dizia “Até hoje, os filósofos só fizeram interpretar o mundo; devemos, agora, transformá-lo”.
Todavia as idéias são como sementes que devem ser secadas, para depois semeadas com sucesso.
Assim quando aparece seca e sem vida, é que ela é fonte de vida. Quando tratamos as idéias, examinando-as em si mesmas, parece que as retiramos da vida. A verdade, no entanto, é que a sua clareza abstrata é que lhe garante toda a força vital.
A grande verdade é que o homem não possui idéias claras sobre o que quer fazer.
Sêneca o famoso estóico latino dizia: “Não há vento favorável para quem não sabe a que porto se dirige”.
Enfim é necessário refletir, ou vivemos de acordo com os pensamentos, ou acabamos pensando de acordo com o nosso modo de vivermos.

Em suma As idéias caracterizam os sentimentos; determinam à vontade e de sua clareza depende as firmezas das ações humanas. E por não viver sem pensar o homem não vive se filosofia.


OS FILÓSOFOS CONVIVEM CONOSCO.

Existe uma idéia pré-estabelecida sobre a figura do filósofo, que o caracteriza como um excêntrico. De modo geral, pensamos no filósofo como um tipo esquisito, estranho e diferente de ser.
Esta idéia vem das gerações passadas. Uma das versões da morte de Pitágoras é que ele morreu em um incêndio supostamente provocado pelo povo, por achá-lo uma ameaça para a cidade.
Platão em sua obra intitulada Teetetos, descreve a visão figura de um filósofo. Nesta figura o filósofo é pintado como sendo um alienado da política, sociedade, do viver diário, ou seja, um alienado da vida.
Esta mesma idéia que o filósofo é um afastado da vida comum continua a existir em nossos dias. E isso traz um olhar de desconfiança com relação a ele e a filosofia.

1. OS FILÓSOFOS NÃO SÃO OS QUE APENAS COMPLICAM O QUE JÁ É LÓGICO.

Não são poucos os que acham que o filósofo apenas complica o que já é simples.
Se encontrarmos uma frase como esta: “A mentira é verdade, porque se não é verdade não é mentira, é verdade.”. Achamos que o filósofo tem prazer em confundir as idéias através do jogo de palavras.
Por essa razão ficaram conhecidos com os que confundem a mente. Entretanto é na filosofia que encontramos os elementos capazes de livrar-nos da confusão das idéias, e da imprecisão da linguagem.
Voltando a frase, vemos que ela ensina que a mentira é verdade que é mentira; porque, se não for verdadeiramente mentira, então é falso que é mentira; e não se trata de mentira, mas de verdade. Isto revela que a razão humana tem uma capacidade reflexiva. Assim não só tem conhecimentos verdadeiros ou falsos, mas a capacidade de julgá-los.

2. A FILOSOFIA NÃO PODE SER VISTA DE MODO UNILATERAL.

Os sofismas de frases estranhas e o anedotário são sempre motivos de interesse e sevem de base de críticas à filosofia.
Frases como de Sócrates, “bem é assim mesmo depois da trovoada vem à chuva”. Dita a sua esposa após voltar para casa um pouco mais tarde e ao passar pela janela recebe além das reclamações um vaso de água em cabeça. Ou ainda de Diógenes, o cínico que andava com a lanterna acesa em pleno dia, dizendo: “Estou procurando um verdadeiro homem”.
Trazem uma impressão estranha e esquisita da filosofia. Tudo isso apresentado assim isoladamente, e de forma generalizada traz a idéia de os filósofos são alienados.
Todavia é necessário entender que:
2.1 – A filosofia não se resume textos isolados.
2.2 – Ate mesmo as frases mal colocadas, sempre tem algo a ensinar.
2.3 – A maneira exótica de pensar dos filósofos, não os afasta do seu conviveu conosco.

3. OS FILÓSOFOS ESTÃO MAIS PRÓXIMOS DE NÓS DO QUE IMAGINAMOS.

Os filósofos, que julgamos distantes de nós, vivem conosco e até presentes em nossos pensamentos. Nós andamos com eles sem saber.
Quantos brasileiros ignoram que o lema “ordem e progresso”, inscrito na bandeira foi tomado da filosofia positivista de Augusto Comte! Que pregava o um sentimento de fraternidade e de filantropia.
Da mesma forma que passou a ser um ditado popular a expressão outra positivista “contra fatos não há argumentos”. Que defendia o conhecimento direto dos fatos pela observação e criticava a interpretação e a teorização.
Por mais que não pareça, todos os seres humanos têm uma filosofia de vida.
O que diz que não há verdade, é cético, logo pertence à filosofia do ceticismo absoluto.
Há os que dizem que cada um tem uma verdade para si mesmo, estamos diante de um ceticismo relativista, à feição de Pitágoras, que dizia: “O homem é a medida de todas as coisas”.
Os julgam que não atingimos o conhecimento da verdade, mas apenas um conhecimento aproximado da verdade. Estes por sua vez não sabem que estão na linha do ceticismo probabilista de Cícero.
Os contra tudo e todos, que sempre estão a criticar negativamente, fazem parte da classe do pirronismo.
Os que dizem que uma obra de arte não tem valor em si, mas vale apenas pela impressão causada no espectador e que cada um pode ter uma impressão diferente do mesmo objeto, é um idealista subjetivo.
Os que entendem que o esforço racional é inútil, e que se devem esperar as revelações dos mensageiros do além é adepto do gnosticismo.
Há ainda os que julgam que a razão tem um valor absoluto, e tudo pode ser explicado pela razão, é da linha do racionalismo.
Tudo isso demonstra que os homens carregam consigo, posições filosóficas, assumidas arbitrariamente. Só não sabem como os filósofos justificam racionalmente tais posições.
Os filósofos convivem conosco, marcando a vida humana com a sua presença constante. Os homens que julgam não se afastar da vida, e por não se preocuparem com a filosofia, este sim podem estar afastado da realidade, pois por deficiência de concepção, de viver como poderiam e deveriam viver.
O fato é que vivemos diante da presença dos filósofos, pois suas idéias se manifestam a todo tempo.

TESE

O mundo precisa de filosofia porque estamos no mundo das idéias, e são elas que movem o mundo. O homem não vive sem pensar e são as idéias que caracterizam os sentimentos; determinam à vontade e de sua clareza depende as firmezas das ações humanas.
Os filósofos estão mais próximos de nós do que imaginamos. Os filósofos, que julgamos distantes de nós, vivem conosco e até presentes em nossos pensamentos e suas idéias se manifestam a todo tempo. Nós andamos com eles sem saber.
O mundo precisa de filosofia porque o homem, mesmo de forma inconsciente pratica a filosofia.
Mesmo os que não crêem prática a filosofia do ceticismo.

CONCLUSÃO

Vivemos no mundo das idéias. Os pensamentos circulam pela mente de todos os seres humanos racionais. Por isso mesmo inconsciente ele pensa em filosofia, anda com filosofia e até mesmo sonha com filosofia. Ela esta tão presente quanto o ar que respira. Ela está no sentimento, na vontade e na ação.
Eduardo Mendonça deixa isso bem claro no capitulo 1° e 2° (da pagina 9 – 49). E de maneira simples e clara, com vários exemplos de filósofos conhecidos¹ nos mostra que não podemos vê a filosofia de maneira unilateral. Não são poucos os que vêem o filósofo como uma pessoa esquisita ou até mesmo alienada.
Pelo contrario ele convive conosco a todo tempo, através do seu legado. Ela estar na bandeira, nos ditados populares, nas frases bem colocas e naquelas que parecem não ter nenhum sentido. Nós carregamos o seu legado na escrita, na mente e nos lábios. E quando estamos em contato com ele estamos filosofando.
Todos têm uma filosofia de vida. E os que são incrédulos a nesta idéia, não crêem na filosofia do ceticismo.
Todavia não podemos crê em todas as filosofias. Por no mundo das idéias nem todas provem do mundo celestial. Algumas são de mentes meramente humanas, são sofismas que vão de encontro com os “pensamentos do alto”.
No mundo das idéias é sábio ficar com as de Paulo: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”. ²
_____________________
¹ muitos deles falam de aspectos diferentes da filosofia, porem acabam sempre dizendo a coisa,
² I Tessalonicenses 5. 21

Seminarista Jailson Santos

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Jailson Santos

Mestrando em Divindade pelo Centro de pós-graduação Andrew Jumper (Mackenzie - São Paulo)

Bacharel em Teologia pelo Seminário JMC e Universidade Presbiteriana Mackenzie

Pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana Aliança em Limeira - SP

Professor de teologia sistemática no SPFB

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