Pr. Jailson Santos

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RERUMO: RELACIONAMENTO ENTRE A FÉ E A RAZÃO.




INTRODUÇÃO

O relacionamento entre fé e razão sempre foi motivo de discórdia no decorre da história. Há aqueles que dizem ser impossível tal união, por causa da incompatibilidade de gêneros. Há inda outros que dizem que esse relacionamento é até possível, mas sempre estará em crise. E há os que defendem um relacionamento possível e estável entre fé e da razão.

Será que realmente é possível um relacionamento entre a fé e a razão? Quem será o cabeça deste relacionamento? Há alguma compatibilidade de gêneros entre fé e razão? Tem algum em comum entre estas coisas tão distintas?

N. L. Geisler e P. D. Feinberg analisando os principais pensadores da filosofia e da teologia e as principais correntes do assunto no decorre da história procura responder esta pergunta.

Se você quer saber como tem sido este relacionamento no decorre da história, este resumo com as principais idéias dos autores lhes será útil.


RELACIONAMENTO ENTRE A FÉ E A RAZÃO


Para os autores o relacionamento entre a fé e a razão é uma das questões mais básicas que confrontam o cristão na filosofia. Questões têm sido levantadas sobre esse assunto e respondidas de varias maneiras.

Para melhor entender esse assunto os termos revelação e razão tem que ser definidos. A revelação “é um desvendamento sobrenatural por Deus de verdades que não poderiam ser descobertas pelos poderes da razão humana, sem ajuda”. A razão “é a capacidade natural da mente humana descobrir a verdade”.

Para os autores as soluções à questão de qual método é uma fonte fidedigna da verdade são divisíveis em cinco categorias básicas:

1. Revelação somente;
2. A razão somente;
3. A revelação sobre a razão;
4. A razão sobre a revelação;
5. A revelação e razão;



A revelação somente

“Alguns filósofos têm alegado que somente revelação pode ser considerada uma fonte legitima do conhecimento do homem”.

Para sôren Kierkegaard (1812-1855), o pai do existencialismo moderno, a mente humana é totalmente incapaz de descobrir qualquer divina. Pelas razões:

O estado caído do homem. Para ele padece do que ele chama de “doença mortal”. Com isso a própria natureza do pecado do homem o torna impossibilitado de verdade de Deus.

A transcendência de Deus. Kierkegaard afirmava que a verdade de Deus é paradoxo e que Ele é totalmente outro transcendente a razão humana e não há jeito da razão ir alem de sim mesma para Deus.

Nenhum papel positivo da razão. Para Sõren a verdade cristã só podia ser conhecida pelo “salto da fé”. Ou seja, um crente pode ir além da razão para uma entriga pessoal a Deus pela fé somente.

As provas são uma ofensa a Deus. Kierkegaard dizia que as provas são desnecessária para os que acreditam em Deus, e não convencem os que não acreditam. Por isso qualquer tentativa racional o sentido de comprovar a existência de Deus e uma ofensa contra Ele.

As evidencias históricas não ajudam. Para Kierkegaard somente pela fé no transcender a probabilidade humana e histórica e encontrar a Deus. Pois, o eterno nunca pode ser baseado no temporal. Para ele Deus entrou no tempo em Cristo.


Karl Barth

Karl Barth um dos teólogos contemporâneo mais famoso argumentava que Deus é “totalmente outro” r que pode ser conhecido através da revelação divina.

A necessidade de revelação sobrenatural, Barth sustentava que o homem não pode chegar a Deus por meio da razão, e aquilo que o homem não pode fazer debaixo par cima por meio da razão, Deus faz de cima para baixo mediante a revelação sobrenatural.

O “não” de Barth a revelação natural. Deus não nos fala através da natureza, pois o homem está caído e isso o fez obscurecer e distorcer completamente a revelação natural. Por isso Deus dá sobrenaturalmente a revelação e a capacidade de entendê-la.


A Razão Somente

Os racionalistas acreditavam que toda a verdade pode ser descoberta por meio da razão humana, ou determinada por ela.

Emanuel kant que era tradição luterana, devota e piedosa foi quem lançou as bases para boa parte do agnosticismo.

A razão exige que vivamos “como se existisse um Deus”. Para kant a razao exige a fim de que o nosso dever moral nesta vida faça sentido.

A razão exige que vivamos “como se os milagres não ocorressem”. Kant não negava a revelação sobrenatural, entretanto dizia que era necessário julgá-la por meio da “razão prática somente”. Ou seja, a revelação deveria passar pelo crivo da razão.

Benedito Spinoza

“Um exemplo ainda mais radical do conceito de ‘razão somente’ é o filósofo judeu Spinoza. Para ele qualquer deveria se submeter às evidências”.

O racionalismo geométrico. Para Spinoza é racionalmente necessário concluir que há apenas uma “substância” no universo (Idéia Panteísta), é que o mal é apenas uma ilusão do momento particular. Para ele a verdade reside somente em idéias mais precisamente, na idéia perfeita. A verdade é conhecida apenas pela intuição racional.

O racionalismo anti-sobrenatural. Neste assunto poucos escritores eram tão racionais quanto ele. Spinoza a considerava irracional acreditar nos milagres registrados na bíblia. Para ele os milagres eram fenômenos naturais. E tudo que não era racional era considerado autentico.


A Razão sobre a Revelação

“Este ponto de vista é atribuído a alguns dos pais cristãos primitivos tais como Justino Mártir e Clemente da Alexandria”.


Os pais Alexandrinos

Justino Mártir acreditava na revelação divina, mas além da Bíblia, sustentava que “a razão está implantada em toda raça humana”. Assim todos que viveram racionalmente ainda que considerados ateus sejam cristãos.

Clemente da Alexandria elogiava ainda mais a razão humana. Para ele a filosofia era um pedagogo para trazer a mente helênica como a lei, os hebreus para Cristo.

A Alta Critica Moderna

Os chamados “liberais” ou “adepto” da alta critica são talvez o maior exemplo da “razão sobre a revelação”. Estes fazem parte do movimento teológico que nasceu do pensamento europeu dos séculos XVII e XVIII. Eles em contraste com ortodoxia histórica acreditavam que a Bíblia meramente contem a Palavra de Deus.

Outro grupo que exaltava a e razão acima da revelação eram os deístas dos séculos XVII e XVIII, que minimizavam ou negavam os elementos sobrenaturais da Bíblia. Para eles os milagres contradiziam a razão humana.
Tanto alta critica quanto os deístas, colocavam a razão acima da revelação.


A Revelação acima da Razão

Em oposição aos racionalistas estavam os revevacionistas que exaltavam a revelação acima da razão. Aqui se destaca dois nomes: Tertuliano e Cornelius Van Til.

Tertuliano

Tertuliano exaltava a revelação acima da razão humana. Para ele os filósofos eram “aqueles patriarcas de toda a heresia”. Ele considerava a filosofia inútil.

Diferentemente de kant, Tertuliano não acreditava na revelação dentro dos limites da razão, mas sim na razão dentro dos limites da revelação.

Cornelius Van Til

Cornelius é o melhor contemporâneo do pensamento que exalta a revelação sobre a razão. Seu conceito é chamado de pressuposicionalismo porque ressalta a necessidade de “pressupor” a veracidade da revelação a fim da razão poder funcionar. Ou seja, a razão é dependente da revelação.

O problema com o racionalismo cristão. Segundo Van Til, o problema do racionalismo cristão é que ele exalta a razão acima de Deus, ao invés de reconhecerem que a razão é baseada e submissa a Deus.

Deus não está sujeito às leis da lógica. Para Van Til a lógica se aplica somente aquilo que é criado, não ao criador, pois Deus é soberano sobre tudo, até mesmo sobre a lógica.

O emprego apropriado da razão humana. Van til colocava a razão como uma serva da revelação. Na verdade ele não negava a necessidade da razão, mas simplesmente exaltava a revelação acima dela.

A Revelação e a Razão

Está ultima categoria são de cristãos que acreditam que há um inter-relacionamento entre a revelação e a razão: Aqui se destacam dois pensadores: Agostinho e Tomás Aquino.

Agostinho

Agostinho (354-430) a semelhança de Aquino acreditava que a pessoa pode raciocinar a favor da revelação, mas nunca contra ela.

A fé é o caminho do entendimento. Para Agostinho sem ter fé à pessoa nunca teria o conhecimento pleno da verdade de Deus. Por outro lado ele afirmava que ninguém deveria acreditar numa revelação que não tivesse sido julgada digna de crença a luz da boa razão.

O entendimento é o galardão da fé. “O galardão da aceitação da revelação de Deus mediante a fé e que a pessoa tem um entendimento pleno da verdade”. Para Agostinho “um entendimento parcial do conteúdo básico do evangelho é naturalmente necessário antes de se poder crer nele, mas o pleno entendimento da verdade crista é subseqüente à fé salvífica”.

Tomás Aquino

Aquino (1224-1272) considerava-se um seguidor fiel de Agostinho. Todavia ele ressalta o papel da razão mais do que Agostinho.

A existência de Deus pode ser comprovada. Aquino reconhecia que nem todos os homens podem comprovar a existência de Deus, por ser mente finita e falível e limitado ao tempo. Porém, com fé na revelação de Deus ele recebe a capacidade por Deus, para vencer essa deficiência.

Para ele a existência de Deus pode ser comprovada da seguinte maneira:

1. Existem coisas finitas e mutáveis.
2. Cada coisa finita e mutável deve ser causada por outra.
3. Não pode haver uma regressão infinita destas causas.
4. Logo, deve haver uma primeira causa não causada de toda coisa finita e mutável que existe.

As verdades sobrenaturais são conhecidas somente pela fé. Algumas verdades de Deus tais como a trindade e outros mistérios da fé, podem ser conhecidas somente pela fé.

Somente a revelação é a base para a crença em Deus. Para Tomás a única base verdadeira para crer em Deus é a divina revelação. A razão apenas pode mostrar que Deus existe, mas a revelação é a única base da crença.

A Evidencia razoável é apoio para crença. A fé em Deus não é baseada na evidencia e sim na revelação de Deus. Porém Tomás concorda com Agostinho que ninguém acredita em Deus se não tiver evidencias de que é verídico.

Na analise final há uma concordância essencial os cristãos acerca do relacionamento entre fé e a razão.


A impossibilidade da separação total


Qualquer tentativa de separar totalmente a razão e a revelação e infrutífera e até mesmo impossível. É um grande erro acreditar em tudo sem razão, e é arrogante tomar por certo tudo deva ser aceitável a nossa razão antes de podermos aceitá-lo com revelação.


A confusão Básica: “A crença em e a crença que”

Esse debate depende do modo que a pessoa define a “fé”. Os autores dizem que “a crença que” parece ser logicamente anterior à “crença em”. Nenhuma pessoa diz eles “que pensa”, corretamente, deve “crer em” alguma coisa se não tem razão para “acreditar que” existe.


A epistemologia e a ontologia

Para os autores “há uma diferença entre a maneira segundo a qual conhecemos a realidade (a epistemologia) e o que sabemos acerca da realidade (a ontologia)”.

Pensando assim todas as posições são corretas ou tem alguma verdade, epistemologia ou ontologia.


CONCLUSÃO

A razão e a fé são inseparáveis e sempre deve andar de mãos dadas. Uma não deve desprezar a outra. “Qualquer tentativa de separar totalmente a razão e a revelação e infrutífera e até mesmo impossível. É um grande erro acreditar em tudo sem razão, e é arrogante tomar por certo tudo deva ser aceitável a nossa razão antes de podermos aceitá-lo com revelação”.

A Fé consiste na aceitação das verdades que Deus, Verdade Absoluta revelada ao povo. A razão procura conhecer as leis que Deus colocou na natureza. A razão tem valor sim, mas ela deve estar sempre subordinada à fé. Ela é determinada pela revelação de Deus e não pode determinar a Revelação, que é à base da fé.

O problema deste relacionamento sempre está na razão, que não consegue ver mesmo com todos os esforços o que a fé enxergar com facilidade.

N. L. Geisler e P. D. Feinberg analisa os principais pensadores da filosofia e da teologia e as principais correntes do assunto e os principais métodos usados para entender este relacionamento no decorre da história.

Todavia os autores não deixam clara a sua conclusão pessoal, não traz uma resposta bíblica para o assunto e por não serem reformados não analisam dentro de uma perspectiva reformada.

Seminarista JAILSON SANTOS

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Jailson Santos

Mestrando em Divindade pelo Centro de pós-graduação Andrew Jumper (Mackenzie - São Paulo)

Bacharel em Teologia pelo Seminário JMC e Universidade Presbiteriana Mackenzie

Pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana Aliança em Limeira - SP

Professor de teologia sistemática no SPFB

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