Pr. Jailson Santos

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fahrenheit. 11 de setembro [2004], e a MASSIFICAÇÃO DOS INDIVÍDUOS


Como diz Herman Dooyeweerd, a crise atual da civilização ocidental se manifesta como um declínio completo da personalidade humana, testificando-a o surgimento do homem massificado. O resultado disto, supostamente, é um processo de despersonalização da vida contemporânea. É um homem sem os seus traços pessoais. Seu padrão de comportamento é ditado pelo que é feito em geral. As pessoas passaram a ser tratadas como “um rebanho” conduzido pelos detentores de idéias e poderes. No filme fahrenheit 11 de setembro a massificação é vista em vários aspectos, mas por ora citaremos apenas alguns.

 Em primeiro lugar, massificação faz-se presente na motivação que levar a América a guerrear contra o Iraque. O que estava por traz eram os desejos pessoais de indivíduos e de ramificações da sociedade Americana. A massificação aqui veste a farda de guerra com as patentes do Capitalismo. A motivação da guerra não é uma América mais segura contra o terrorismo ou um Iraque livre da ditadura, mas sim um ouro preto chamado petróleo.

 Em segundo lugar, mostra uma nação mantida em medo constante por alertas do FBI e passiva diante de uma nova legislação, o "Patriot Act" (ato patriótico), que infringe direitos civis básicos. A população americana é tratada como um rebanho guiado pelos lideres americanos.

 Em terceiro lugar, massificação é visível e na maneira pela qual o governo americano usa os cidadãos como frente de batalha isso faz das seguintes maneiras:

 ·        Primeiramente recruta jovens, normalmente regiões pobres da América. Há mais uma vez uma visão de exploração capitalista. O que os soldados ganham para ficarem na linha de frente da guerra é muito pouco se comparados a outros empregos, mas para aqueles soldados de maioria pobre é o futuro da família.

·        Ainda os soldados são usados como um produto descartável, como uma fatia da sociedade útil para o momento e ocasião. Eles são reduzidos ao que podem produzir.

·        Os soldados ainda são visto como um exército e não como indivíduos. Seus anseios particulares (saudade da família, medo, tristeza...) são desconsiderados. Não há lugar para a particularidade. Não são chamados pelos seus nomes, mas apenas como soldados.

·        A banalização da vida do indivíduo é gritante. Os Soldados são considerados, nada mais, que uma peça descartável no tabuleiro da nação americana. Aqueles que foram feridos, e assim não podem mais “servir” a América são desprezados esquecidos pelo governo e ficam sem a devida assistência médica.  

Sem. Jailson Santos

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Jailson Santos

Mestrando em Divindade pelo Centro de pós-graduação Andrew Jumper (Mackenzie - São Paulo)

Bacharel em Teologia pelo Seminário JMC e Universidade Presbiteriana Mackenzie

Pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana Aliança em Limeira - SP

Professor de teologia sistemática no SPFB

Imagens de tema por richcano. Tecnologia do Blogger.