Pr. Jailson Santos

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VI – FRUTOS DO AVIVAMENTO

Quando Deus fende os céus e desse, com grande poder, os montes tremem na Sua presença (cf. Is 64.1). Quando o fogo inflama os gravetos, quando faz ferver as águas, para fazer conhecido seu nome as nações tremem (cf. Is 64.2).
Quando as chuvas torrenciais do Espírito regam as sementes do avivamento plantadas pela igreja, produz frutos em abundância. Vejamos alguns deles:

6.1 – PURIFICAÇÃO DA IGREJA

Sempre que a igreja é avivada é também purificada. Quando as chuvas torrenciais do Espírito deságuam sobre o povo de Deus lavam todas as impurezas da igreja. Os prazeres mundanos são abandonados e os pecados são confessados e deixados.
No despertamento entre o povo de Deus, no tempo de Esdras e Neemias, a manifestação de Deus trouxe purificação ao seu povo. O pecado que antes era amado passou a ser odiado; a impureza que outrora prevalecia agora não mais existia; os casamentos mistos que os afastava de Deus deram lugar para o divórcio que os trouxeram de volta para Deus; o dia do Senhor que estava esquecido e abandonado foi restaurado e observado. O povo que trilhava nos caminhos da impureza mudou de rota e voltou ao caminho da pureza.
Sempre que o fogo do Espirito desce sobre a igreja as impurezas viram cinzas e a igreja torna-se uma brasa viva.
Quando o Espirito Santo desceu sobre os puritanos na Inglaterra as palhas da impureza foi consumida restando apenas gravetos verdes e puros. E purificada, a igreja foi sal para a sociedade e luz para o mundo.
Antes do avivamento americano do séc. XVIII, a impureza era algo notório no meio do povo de Deus. No púlpito havia homens que não eram convertidos, e nos bancos membros que não eram regenerados. A Bíblia não era regra de fé e prática, e a igreja era impura e mundana. Jonathan Edwards, escrevendo sobre a sua própria paróquia, disse está vivendo em uma época de extraordinária sonolência religiosa; a licenciosidade prevalecia grandemente, entre a juventude, as práticas mundanas e impuras eram visíveis e normais (Fischer, 1961). Todavia, quando o Espírito avivador desceu sobre a igreja, os inconversos foram convertidos; os impuros foram purificados; a licenciosidade deu lugar à santidade; a igreja que vivia em densas trevas, passou a viver em clara luz. O fogo do Espírito sempre sapeca o mundanismo e purifica a igreja.
Vivemos em uma época em que o vírus do mundo tem adentrado à igreja e contaminado o “corpo de Cristo”. A igreja, noiva do Senhor, tem praticado adultério com o mundo. O conformismo, o secularismo, o liberalismo, o subcristianismo e uma série de “ismos” têm levado nossas igrejas há um vale de ossos secos.
Precisamos clamar a Deus que derrame fogo purificador sobre nossas igrejas; que fenda os céus e derrame chuvas serôdias do Espírito, que inunde e lave nossas igrejas, tornando-nos um povo santo, como Ele é santo.


6.2 - PAIXÃO PELAS ALMAS PERDIDAS

Todas as ocasiões em que Deus derramou do Seu Espírito, a igreja experimentou uma profunda paixão por Deus e pelas almas perdidas; o avivamento sempre deságua em evangelização; sempre se transforma em uma cachoeira de missões transculturais. No avivamento, a igreja entende que a tarefa da evangelização é uma tarefa sua e não de anjos.
Quando o Espírito Santo é derramado, a visão de Deus passa a ser a visão da igreja e o mundo passa a ser a sua paróquia; no avivamento, os que são alcançados e trazidos aos celeiros, logo são enviados e levados aos campos.
Foi o avivamento que moveu o atleta campeão de Londres, Charles Studd a renunciar a gloria e a riqueza e a partir para a China, Índia, e África, e fazer ardente declaração: “se Jesus Cristo é Deus e ele deu a sua vida por mim, então nenhum sacrifício é demasiadamente grande que eu não possa fazer por amor a ele” (Studd apud Lopes, 1994, p. 96).
No avivamento no país de Gales, em 1904, Evam Roberts, após ter orado abundantemente com lágrimas e suor, pedindo a Deus um avivamento, foi tomado de uma profunda paixão pelas almas e escreve:
“Daquele dia em diante, a salvação das almas se tornou a grande paixão do meu coração. A partir daquele dia, incendiava-me o desejo de atravessar todo país de Gales e, se possível, estava disposto a pagar a Deus pelo privilegio de trabalhar para Ele” (Roberts apud Smith, 1996, p. 49).

Em tempos de avivamento a igreja compreende o que Paulo diz aos Rm. 1.4: “pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes”.
Quando a igreja é despertada, entende que a evangelização não é uma opção, mas uma obrigação; entende que “todo coração com Cristo é um missionário; [e] todo coração sem Cristo é um campo missionário” (Ogilvie apud Lopes, 1994, p. 93). Entende que não é uma questão de querer, mas de dever. Quando a igreja é inundada pelas águas do Espírito, a evangelização deixa de ser um peso e torna-se um privilégio.
O grande avivalista David Brainerd, após experimentar o avivamento celeste e dedicar-se totalmente sua vida nas selvas frias do Estados Unidos, entre os índios peles vermelhas, escreveu a seu irmãos dizendo: “agora que estou a morrer, declaro que não gastaria minha vida por todo o mundo de outra maneira” (Brainerd apud Smith, 1961, p. 9).
Os avivamentos americanos, conhecidos como “segundo grande despertamento”, resultou em uma grande paixão por Deus e pelas almas perdidas. Como fruto deste avivamento, o ainda então seminarista Ashbel Green Simonton, após ouvir um sermão de seu professor de teologia sistemática Charles Hodge, no seminário de Princeton, foi tomado de uma grande paixão pelas almas perdidas, e, depois de ser ordenado, veio parar na seara chamada Brasil, e tornou-se um dos desbravadores do protestantismo e o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Todo avivamento resulta em uma profunda paixão pelas almas perdidas. Precisamos de um avivamento que inflame a igreja e que a encha de paixão pelas almas perdidas; que a tire das quatro paredes e levando-a aos quatros cantos do mundo.Que Deus nos avive para esta obra tão gloriosa!



6.3 – CRESCIMENTO NUMÉRICO

Os maiores índices de crescimento da igreja deram-se nos tempos de visitação de Deus; os frutos mais duradouros são aqueles colhidos nos tempos de avivamento; toda vez que o Espírito é derramado há um crescimento qualitativo e Deus dá o crescimento quantitativo. Quando o Espírito Santo põe fogo na igreja, a seara fica em chamas.
No avivamento, Deus acrescenta, dia a dia, os que vão sendo salvos (Cf. At. 2.47). Este crescimento extraordinário é visto na igreja apostólica e delineado no livro de Atos. Primeiro, eram 120 discípulos (Cf. At. 1.15); após o primeiro sermão de Pedro, o número passou para quase três mil (Cf. At. 2.41); logo após, o rol de membros subiu para 5000 (Cf. At. 4.4); tempos depois, a igreja foi multiplicada e se espalhou para além de Jerusalém, pela Judéia, Galiléia, Samaria e por todos os confins da terra (Cf. At. 6.17; 9.31; 16.5).
No derramamento do Espírito Santo, na história extrabíblica, não foi diferente; o grande avivalista John Wesley, após percorrer 401 mil quilômetros, na maioria a cavalo, pregar quarenta mil sermões, às vezes, para 120 mil pessoas, e abalar três reinos, morreu e deixou 300 pregadores itinerantes e mil locais para cuidar de sua comunidade, formada por 120 mil membros reconhecidos.
No despertamento no país de Gales, no séc. XVIII milhares foram alcançados pela graça de Deus e deixaram o mundo profano para agregar-se à Igreja Santa; o senhor Rowlands que o presenciou afirma: “vi aproximadamente 10 mil pessoas, reunidas às sete horas da manhã, vindas de diferentes lugares ...” (Rowlands apud Fischer, 1961, p. 109).
Todas as vezes que a semente do avivamento é plantada em terreno plano e regada pelas chuvas torrenciais do Espírito Santo produz fruto em abundância. Foi isto que aconteceu no avivamento que abalou os Estados Unidos, no séc. XVIII e início do séc. XIX; em 1800, a Igreja Presbiteriana Americana, contava com 108 pastores; 450 igrejas e cerca de 120 mil membros. Trinta e sete anos depois, ela já contava com 2140 pastores, quase 3000 igrejas, e 220 mil membros. Trinta e sete anos de trabalho no Espírito valem mais do que cem anos de trabalho na carne.
Quando a avivada igreja deixa de ser campo missionário e torna-se um celeiro de missionários; sempre que há derramamento da graça, há inúmeros salvos pela graça. Quando o avivamento vem os sedentos bebem da fonte da água viva que é Jesus.
Que esses frutos produzidos na história sejam reproduzidos hoje, em nossas igrejas na busca por um avivamento.

6.4 - TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE

O mundo nunca é o mesmo após um avivamento; toda vez que Deus sacode (desperta) a Igreja abala o mundo; toda vez que o povo de Deus é despertado, o mundo é transformado. O Dr. F. B. Meyer disse certa vez: “nunca houve um grande avivamento sem reformas sociais e políticas” (Meyer apud Olford, 1966. p. 73).
No século XVI, o mundo foi abalado pela Reforma e Genebra transformada por Calvino. Genebra era uma das cidades mais tormentosas da Europa; seu governo era dividido e havia uma grande briga pelo poder; nas ruas, o pecado e a violência dominavam o povo. Entretanto, Calvino foi usado por Deus no avivamento suíço. A Reforma atinge, não só a igreja, mas também a sociedade! E foi as grandes visões administrativas, eclesiásticas e sociais de Calvino, com a graça de Deus, que fez com que Genebra se tornasse uma cidade única na Europa; sobre Genebra Fischer afirma: “O distintivo que Calvino conseguiu lhe dar parece incrível” (Fischer, 1961, p. 92). E, após séculos, permanece como centro de cultura e progresso. Todo avivamento traz mudanças culturais e sociais.
Quando o avivamento vem, a Igreja é vivificada e a sociedade restaurada. No avivamento britânico, em 1739, a Inglaterra caminhava para o caos, os piores vícios prevaleciam. A bebida era algo tão comum que os embriagados viviam mais nos bares do que nos lares; tamanha era a criminalidade que não podiam andar nas ruas, à noite. Todavia, quando Deus derramou do Seu Espírito sobre os Wesleys e Whitfield, a Inglaterra mudou sua rotina; os bêbados deixaram os bares e voltaram para os lares;os escravos tornaram-se cidadãos, os marginais voltaram ao convívio social. A sociedade que estava em ruínas foi reformada por Deus. Sobre este período o historiador Samuel Green disse: “Toda a maneira de ser do povo inglês se modificou” (Green apud Olford, 1966, p.74).
A Inglaterra nunca mais foi à mesma depois da manifestação de Deus.
Quando a igreja é avivada, a sociedade é impactada. No grande despertamento no país de Gales, em 1904, os bares fecharam porque não havia mais alcoólatras; os teatros pararam porque não havia mais expectadores; as casas de jogos faliram, porque não havia mais quem jogasse. A nação profana passou a ser uma nação cujo Deus era o Senhor.
Ah! Como precisamos de um avivamento do céu, que transforme nossa sociedade. Nossa nação está doente, infectada com amarga miséria; as crianças então abandonadas e famintas; os ricos, cada vez mais ricos, e robustos; os valores imorais são tidos como valores legais; o homossexualismo não é mais motivo de escândalo e o adultério é motivo de orgulho; a violência é maior que as autoridades; a televisão com seus valores imorais é mestra, que educa o povo.
Isso é motivo para não cessarmos de clamar a Deus, para que o mesmo abale a igreja e transforme nossa pátria, e nos faça um povo onde Ele seja o Senhor.

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Jailson Santos

Mestrando em Divindade pelo Centro de pós-graduação Andrew Jumper (Mackenzie - São Paulo)

Bacharel em Teologia pelo Seminário JMC e Universidade Presbiteriana Mackenzie

Pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana Aliança em Limeira - SP

Professor de teologia sistemática no SPFB

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