Pr. Jailson Santos

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Resumo “El calvinismo y la cultura”. Henry H. Meeter



INTRODUÇÃO


Quando Deus criou a raça humana, ele estabeleceu alguns propósitos e parâmetros para um bom relacionamento entre criador e criatura. Esses propósitos e parâmetros são descritos pela Bíblia e por nossa teologia na forma de uma aliança. Deus fez uma aliança com a criatura e estabeleceu pelo menos três diferentes mandatos para a humanidade: o mandato espiritual (seu relacionamento com o Criador), o mandato social (seu relacionamento em família) e o mandato cultural (seu relacionamento com a sociedade).¹

O homem tem quebrado os três mandatos, mas o problema é que enquanto a quebra dos dois primeiros é visto como pecado, a quebra do último é visto como uma coisa normal e até aceitável. Se alguém deixe de está na Igreja e assim deixa de cumprir o mandato espiritual é reprovado pela igreja. O mesmo acontece se um pai deixar o seu lar. Todavia nada acontece se o mesmo homem não cumprir o se mandato cultural. Nunca vir alguém se reprovado por não voltar, por não cuidar das questões ambientais, ou por não se envolver com causas sociais importantes da sociedade que vivemos.

Qual é o mandado cultural de Deus para o ser humano contemporâneo, e, de maneira particular para os cristãos? O que é cultura, e como os calvinistas devem se relacionar com ela? É para responder esta pergunta que Henry H. Meeter escreve “El calvinismo y la cultura”

Se você que descobrir qual é o mandato cultural de Deus para o homem e como ele deve desenvolvê-lo, este resumo com as principais idéias do autor trará luz a sua mente.


I - O CALVINISMO E A CULTURA


A definição da palavra cultura, segundo dicionário é: “o ato de cultivar e o resultado desta cultivação”. Porém a palavra cultura tem um amplo significado. Normalmente se usa para referir apenas alguns aspectos dos seres humanos. Para alguns, aquele que é um artista refinado é um culto. O que desenvolvi modelos para a ultima moda é outro culto. Para outro o que ler ou escreve muito e bem é culto. Porém estas definições insuficientes e fragmentadas, pois, a cultura humana não tem haver somente com um determinado aspecto da vida humana, mas sim todos.

Segundo o autor poderíamos dizer que a cultura é a atividade da mente humana aplicada às forças da natureza e a elevação da criação é uma meta alta e nobre. Assim a cultura é a realização do mandato de Deus ao homem no Éden, quando Ele diz: “[...] enchei a terra e sujeitai-a [...]”.

A tarefa da cultura é o homem explorar e servir-se das matérias primas desde universo e desenvolver um plano nobre das possibilidades da mesma.


A cultura em um mundo sem pecado


Se o homem pudesse continuar no paraíso e evitado a quedas, o homem assim haveria para ele a cultura falaria o significado da totalidade da tarefa a desenvolver naquele mundo onde ele foi colocado pelo Senhor.

O homem haveria que levar o término de sua missão cultural em três direções:

a) Com respeito à natureza, consigo mesmo e com a humanidade.
b) Com relação à natureza que exerce controle sobre ela mesma e retira dela suas possibilidades escondidas.
c) Com relação a si mesmo o homem teria temido desenvolver a imagem divina que era postador.

O autor considera a missão cultural do homem no paraíso se supostamente não tivesse caído em pecado.

O trabalho seria sem duvida alguma, o primeiro mandato cultural, já que a idéia de desenvolver está implícita no término da cultura. Todo trabalho que melhora desenvolve a possibilidade para o bem, contribue de alguma maneira para a missão da cultura.

Primeiro, está tarefa cultural havia sido também cultivar a lavoura o que conhecemos como agricultura. E juntamente com ela o comercio que abre caminhos para que o fruto da terra chegue às demais pessoas e todos gozem dos produtos da criação.

Em segundo lugar, viria a indústria que através das maquinas transforma estes produtos e os torna acessíveis a todos.

Tudo isso é essencial para o cumprimento do mandato cultural dado ao homem pelo criador.

Ao falarmos de cultura nos referimos especialmente a ciência e a arte onde podemos observar os maiores triunfos da mente humana sobre a natureza.



Ciência e Cultura


Aqui o autor considera em primeiro lugar o mundo da ciência. A ciência ocupa-se de examinar as obras da criação, destacando a natureza de cada objeto. E tomando as coisas criadas examina as ideais fundamentais.

A ciência é classificada, segundo a sua classe. Somente a filosofia abrange o geral e esta agregada às demais.

Outro aspecto da tarefa da ciência é mais prático. Pois a ciência não apenas descobre a idéia de algo, como também se interesse por mostrar o valor da descoberta para a vida diária do homem.

Cultura e Arte


Para Henry H. Meeter, outra esfera do domínio da mente sobre a natureza se manifesta no mundo da arte. A missão especificada da ciência e a descobrir as idéias das coisas e a arte interprete a idéia de uma forma visual e sensorial. O artista mostra a natureza de varias formas com o propósito de fazer uma representação ideal de como é ou de como deveria ser, mostrando em sua plenitude a natureza.

Quando falamos de arte nos referimos normalmente arquitetura, escultura, pintura, música e poesia. Cada uma o artista captura uma idéia diferente.

Arquitetura, o artista concebe em sua mente uma forma estática bela da realidade material, através dos edifícios catedrais e etc.

O escultor sobre um mármore consegue expressar o que está na sua mente. De igual modo o pintor estampa sobre um quadro o que está em sua mente. Na arte musical o musico de forma sentimental e simbólica trata de levar outros a instrução estática captada por seu espírito.


Os efeitos do pecado sobre a Cultura.


Aqui o autor considera a maneira como o pecado afetou trabalho cultural do homem e de que maneira a cultura se relaciona com o cristianismo.

O mandato de Deus de cultivar a terra e desenvolver suas possibilidades dado a Adão antes do pecado tem tanta vigência hoje como no dia em que foi dado.

Porém, o pecado tornou difícil está tarefa, pois a natureza foi transformada com o pecado. Com a queda, o homem não tem mais a imagem de Deus como antes, e o pecado, o fez perder o conhecimento necessário para perceber com clareza a tarefa cultural. Pois o pecado fez com que os interesses do homem fossem contrários ao de Deus.

Tudo isso infere que se o pecado não for convertido não poderá desenvolver com clareza o mandato cultural.

Na ciência, na arte, na ordem moral das coisas em qualquer outra esfera o pecado influencia no entendimento da mente de sue real ideal. E somente quando cristo eliminar os efeitos do pecado, o homem poderá alcançar a plenitude desse mandato.

Para Meeter, o pecado tende a eliminar o processo cultural. Todavia ele não anula, pois, mesmos os pagãos que não conhecem a Deus, nem a obra redentora de Cristo, estão debaixo da graça comum. Isso é visível na Antiguidade em cidades como Grécia, Roma, nas idéias de Platão, Aristóteles, na arte e arquitetura do antigo mundo clássico.

Entretanto todos esses povos foram incapazes de alcançar o ideal da verdadeira cultura, pois a ciência por mais importante que tenha sido não pode descobrir o propósito eternidade, nem a meta de Deus destinada para a criação.

Por fim, a cultura a pagã levanta em si mesma o germe de sua própria ruína. Nos tempos de mais fecundos florescimentos encontramos a amarga raiz do pecado, e isso a destrói. Sendo assim somente a cultura que está fundamentada na rocha que é Cristo permanecerá para sempre.


O Cristianismo e a Cultura


O fracasso da cultura pagã mostra qual necessário é o cristianismo para a civilização. Seria um erro dizer que a cultura não pode existir a partir do Cristianismo, pois, os povos antigos tiveram um ato nível de cultura, com os princípios da revelação especial de Deus.

Segundo a cultura das nações pagãs falavam do poder moral do cristianismo. É interessante notar como nos círculos políticos e sociais, alem de outros, os homens de mais profundas desavenças e diferenças, como por exemplo, Herodes e Pilatos, se unem contra o cristianismo. É a cultura contra cristianismo.

Alguns grupos separam o cristianismo da cultura, e não são poucos os fundamentalistas. Hoje em dia que tem tomado está posição.

Já a igreja Romana tem uma posição particular. Ela mantém que os frutos da cultura. Em plano natural são bons como tal se estão sobre o controle e direção da igreja.

Segundo o autor nos que somos calvinistas temos que defender uma posição, mas difícil, porém mais Bíblica como cristãos pesa sobre nos a tarefa de participar da missão cultural do mundo.

É preciso lembrar, por exemplo, na ênfase de Calvino para os jovens que adquiriam uma grande formação em Genebra como nunca tivera.

Sendo assim o cristianismo representa o único fator através do qual a cultura pode manter a esperança viva de conseguir sua missão e alcançar seu ideal genuíno. Somente ele pode descobrir o propósito verdadeiro da cultura, pois, só o cristianismo oferece ao homem o poder regenerador do Espírito.

Portanto pesa sobre os cristãos a obrigação de esforçar com todo o seu ser para que sobre o fundamento cristão na esfera de sua vocação, Cristo seja reconhecido como Rei da Cultura. Esse é o ideal de cultura que Calvino mesmo inspira.


II - O Calvinismo, a Política e Bíblia.


Segundo o autor neste estudo seu objetivo é mostrar os princípios do Calvinismo na esfera política fazendo uma breve introdução.

De inicio é preciso entender que o Calvinismo não tem um programa político a oferecer. O calvinismo jamais desenvolveu um programa político próprio.



Resumo Histórico da posição Calvinista quanto à política


Para Meeter, o Calvinismo como já dito não desenvolveu um programa político. Entretanto ele desenvolveu princípios próprios os quais tem sido base de varias teorias políticas aplicadas em vários paises da historia moderna.

O doutor A.M.Fairlain resume em linhas gerais o papel importante de Calvino na história política quando diz:

“O lugar que Calvino merece na historia é resultado de seu êxito e talento como legislador. Como teólogo seguiu os passos de outros; como legislador, foi um pioneiro. Seu sistema doutrinal era derivado de sua concepção política fundamentada em um edifício social sobre novos princípios merece certamente que se reconheça que lê havia estabelecido um sistema político e legal próprio, que direta ou indiretamente haveria influenciado profundamente todas as instituições democráticas subseqüentes”.

Isso mostra que o Calvinismo havia sido uma força altamente influente na esfera política.

Contudo Calvino não desenvolveu uma teoria completa de estado, essa missão seria terminada pelas gerações Calvinistas seguintes. Que desenvolveriam teorias de Estado fundamentadas sobre os princípios Calvinistas. Dentre eles pode-se os hugnotes franceses do século XVIII, Teodoro Beza sucessor de Calvino em Genebra e Buchanan dentre outros.

Nos éculo XIX se nota uma avivada atividade política Calvinista. Na Inglaterra o estadista anglicano Wm. E. Gladstone tratou de instaurar uma nova concepção de estado, sobre a base Calvinista.

Na Holanda de um modo muito especial a teoria de Estado floresceu novamente através da obra de Groen Van Savornin, abraham Kuyper e Savornin Lohman. E ainda na Alemanha onde eles mesmos pontos de vistas exerceram influências.

Essa breve referencia histórica demonstra que o Calvinismo exerceram grande influência na história política moderna.


A Bíblia e a política


Para o Calvinista a Bíblia é sua regra de fé e prática. E isso também se aplica na esfera política. O Calvinismo recorria a Bíblia para guiar-se em sua atividade política.

O Calvinismo não deseja entender todas as idéias políticas da Bíblia, mas para ele a Bíblia é a autoridade final e fundamental para sua visão política.

Segundo Meeter, o calvinista adota uma posição que se pode considerar único. Pois, a maioria dos sistemas políticos não pretendeu basear-se sobre a Bíblia, mas em ciências e teorias baseadas e fundamentos humanos, e são elas que decidem a todos. Todavia a vontade de Deus é o critério regulador se sua concepção de estado.

Porém, em que sentido a Bíblia é o fundamento da teoria política do Calvinista?

O autor responde dizendo que, a Bíblia não traz nenhum sistema político organizado. A teocracia mosaica, por exemplo, não é um esboço de m programa político. O calvinista crê que e Bíblia não aponta um sistema de governo definido e definitivo. Ela não diz se deve ser monárquico, aristocrático ou democrático. O que a Bíblia ensina são uma serie de princípios eternos sobre os quais devem fundamentar-se todos os sistemas políticos.

Em que lugar da Bíblia se encontra estes princípios?

O autor responde dizendo que, o Calvinista crê que os princípios se encontram em toda a Bíblia e não apenas em partes isoladas. Que apesar de terem versículos específicos sobre o assunto tais como Rm 13.1; Pv 8.15, não é há única fonte, pois estes devem se relacionar com conceitos mais gerais tais como soberania de Deus e outros. Calvino desenvolveu sua concepção política recorrendo sempre a princípios Bíblicos como justiça, equidade e bem estar do povo.

Para os calvinistas os princípios da Palavra de Deus são válidos para todos os cidadãos. E que os que confessaram a pessoa de Cristo, em todas as esferas da sua vida devem obedecer ao seu Senhor.


CONCLUSÃO


Durante toda a história do mundo criado, esse tem sido o tempo que a criação mais tem gemido. Os homens vivem em meio aos sofrimentos em todas as áreas de suas vidas. A natureza tem se contorcido com os fenômenos naturais. São terremotos, maremotos, rios poluídos e vegetações mortas.

Isso mostra que a o mandato cultural não é apenas mais uma obediência à ordenança divina, mais acima de tudo uma necessidade humana. Cuidar da criação, inclusive da humana, virou um prioridade no mundo contemporâneo. A obediência ao mandado cultural nunca foi tão necessária quanto nos dias atuais.

E esse mandato não é uma escolha. Stott, teólogo britânico, sobre Mandato Cultural diz que “este domínio é delegado e, portanto, responsável. O domínio que exercemos sobre a terra, não nos pertence por direito, senão, somente, por favor. A terra nos “pertence” não porque a criamos nem porque somos seus proprietários, senão, porque seu Criador no-la tem confiado para dela cuidar”. ² (negrito meu)

Henry H. Meeter escreve em “El calvinismo y la cultura” a borda esse assunto dentre de uma perspectiva bíblica e calvinista de uma maneira clara e equilibrada. Tomando como base o pensamento e ação de Calvino, Meeter mostra o qual é importante cumprir e mandato cultural e que o mesmo só pode ser cumprido de forma genuína pelos regenerado. Fala inda da influência do pensamento calvinista no desenvolvimento da política contemporânea.

Sente falta, porém de uma abordagem mais prática do papel da igreja em relação ao estado, bem como a maneira pela qual igreja poderia cumprir o mandato cultural no mundo que vivemos.

MEETER, H. Henry. La Iglesia e El Estado, Michigan, T.E.L.L., (s.d.)

¹ MEISTER, Mauro. Os Filhos de Deus e a Cultura Popular. Artigo. Disponível em: Acessado em: 08 Maio de 2008.
²STOTT, J., La Fé Cristiana Frente a Los Desafios Contemporaneos, Editora Nueva Creacion, 1991.



Seminarista Jailson Santos

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Jailson Santos

Mestrando em Divindade pelo Centro de pós-graduação Andrew Jumper (Mackenzie - São Paulo)

Bacharel em Teologia pelo Seminário JMC e Universidade Presbiteriana Mackenzie

Pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana Aliança em Limeira - SP

Professor de teologia sistemática no SPFB

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