Pr. Jailson Santos

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O PRÍNCIPE, MAQUIAVEL

Trabalho apresentado em cumprimento às exigências da disciplina de História da Filosofia Prof. Rev. Donizete Ladeia, 1°Ano, do Curso de Bacharelado em Teologia. 

1. BIBLIOGRAFIA

MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe – Comentado por Napoleão Bonaparte. Tradução: Edson Bini. 18ª  ed., São Paulo: Editora Hemus, 2006, 216p.

2. TEMA PROPOSTO PARA O LIVRO:

Manual para se conquistar o poder e permanecer nele.

Para Maquiavel, o grande propósito de sua obra era o de ser um manual de regras desenvolvidas a partir de suas observações, e que objetivava alertar e guiar o Príncipe Lorenzo de Médice,  e o livrar das armadilhas da selva política. Ele deixa isso bem claro, na introdução do livro quando diz: “Acolha, portanto Vossa Magnificência esta pequena dádiva com o mesmo animo com que a envio. Lendo-a e considerando-a com atenção descobrirá o meu intenso desejo de que atinja a grandeza que a fortuna e as outras suas qualidades lhe prometem”.

Este manual por sua vez, tem como essência o ensinamento de como conquistar o poder e permanecer nele. Através deste guia Maquiavel ensina dos os princípios (dentro de sua visão de governo) necessários para um governante obter o poder e permaneça nele. Este manual, diferente da República de Platão que se preocupa com o mundo ideal, é por sua vez essencialmente real e prático.

3. QUADRO DE REFERÊNCIA DO AUTOR

Maquiavel nasceu em 1469. Era filho de um advogado, e cresceu na cidade italiana de Florença. Em 1498, conseguiu um cargo secundário de funcionário do governo de Florença, emprego que conservou durante 14 anos. Tornou-se funcionário público de confiança e, finalmente, um diplomata, que viajou para todas as importantes cidades-Estado da península e também para diversas cortes estrangeiras. [1]

            Maquiavel era um grande observador, e observava os políticos e suas maneiras; o que o tornou um analista do poder. Acima de tudo, amava a Itália e queria vê-la unida sob um monarca, razão pela qual o levou a escrever, O Príncipe, um manual que contém as regras desenvolvidas a partir de suas observações, as quais esperava ver utilizadas por um monarca para unir a Itália. [2]

            Maquiavel é reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pela simples manobra de escrever sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser ( aqui seu pensamento contrata-se com o de Platão, que procura uma república ideal, mas que a real). Ele ensinou ao mundo uma lição de política prática.

            Típico pensador do Renascimento, Maquiavel é considerado o primeiro teórico do Estado moderno. Como outros humanistas italianos da Renascença, Maquiavel sempre foi um ávido leitor. Suas leituras incluíam uma série de livros tradicionais, dirigidos aos governantes e contendo conselhos de como exercer o governo. [3] 

            Além de O Príncipe, Maquiavel escreveu, entre outros livros, Sobre a Arte da Guerra (1521) e As Histórias Florentinas (1525). Considerado um dos principais fundadores do pensamento político moderno, Nicolau Maquiavel morreu em 21 de junho de 1527 em Florença e O Príncipe foi publicado cinco anos mais tarde. 

4. TESES:

TESE PRINCIPAL

Pois é inevitável que um homem que queira sempre agir como boa pessoa em meio a tantos que não o são, acabe por se arruinar, de maneira que é necessário a um príncipe (que pretenda ser conservar no poder) aprender a capacidade de não ser bom e empregá-la ou não segundo a sua necessidade. (p. 116, 117)

TESES:

4.1. Acolha, portanto Vossa Magnificência esta pequena dádiva com o mesmo animo com que a envio. Lendo-a e considerando-a com atenção descobrirá o meu intenso desejo de que atinja a grandeza que a fortuna e as outras suas qualidades lhe prometem. (p. 45)

4.2. Ao conquista um Estado, o conquistador deve avaliar rapidamente todas as violências que lhe são necessárias cometer e cometê-las todas de um só golpe... (p. 87)

4.3. Os benefícios devem ser realizados pouco a pouco, para que sejam mais bem saboreados. 69,  (p. 88)

4.4. Concluirei apenas que para um príncipe é necessário contar com a amizade do povo, caso contrário não haverá solução nas adversidades. (p. 92)

4.5. E conseqüentemente um príncipe sábio deve pensar em um modo pelo qual seus cidadãos, sempre e em quaisquer circunstâncias, careças do estado e dele, com o que eles lhe serão depois sempre fiéis. (p. 93)

4.6. Um príncipe deve, portanto, ter como único objetivo, um único pensamento e única preocupação a guerra e sua regulamentação e disciplina, pois é a única arte que compete a quem comanda. (p. 112)

 4.7. O primeiro motivo que te faz perder um Estado é descuidar da arte bélica, enquanto que aquilo que te faz conquistá-lo e ser um perito em tal arte. (p. 112)

4.8. ... o príncipe deve ler as obras de História e aí considerar as ações dos grandes homens, observar como se comportaram nas guerras, examinar os motivos de suas vitórias e derrotas de modo que possa esta evitar e aquelas imitar. (p. 114)

4.9. [O príncipe...] deve agir como alguns grandes homens do passado, que tomaram como modelo um homem que antes deles fora louvado e glorificado, tendo sempre junto a si seus gestos e feitos, como se diz que Alexander Magno imitava Aquiles, César tinha como modelo Alexandre e Cipião tomava como modelo Ciro. (p. 114, 115)

4.10. Pois é inevitável que um homem que queira sempre agir como boa pessoa em meio a tantos que não o são, acabe por se arruinar, de maneira que é necessário a um príncipe (que pretenda ser conservar no poder) aprender a capacidade de não ser bom e empregá-la ou não segundo a sua necessidade. (p. 116, 117)

 4.11. E dentre as coisas de que um príncipe deve proteger-se, o ser desprezível e odioso é a pior. (p. 122)

4.12. Isso da origem a um problema: se é melhor ser amado que temido ou se é melhor ser temido que amado. Responderia que melhor seria ser tanto uma coisa como outra, mas como é difícil juntar as duas, é melhor ser temido que amado, na necessidade de optar por uma das duas... (p. 124)

4.13. É necessário, porém, saber mascarar bem essa natureza volpina e ser muito bom em fingimento e dissimulação. Os homens são tão ingênuos e tão submetidos às necessidades do momento que o enganador sempre encontrará quem se deixe enganar. (p. 129, 130).

4.14. Os estados bem organizados e os príncipes sábios têm ficado muito atentos para não levar os grandes ao desespero e satisfazer o povo, mantendo-o contente, dado seresta uma das mais importantes tarefas de um príncipe. (p. 135)

4.15. É preciso salientar aqui que um príncipe deve tomar o cuidado de jamais se aliar a um outro mais poderoso  que ele para guerrear contra terceiros, a menos que a necessidade o obrigue, com se disse anteriormente; com efeito, em caso de vitória ficará prisioneiro do aliado. (p. 156)

5. IMPLICAÇÕES DAS TESES:

1. Temos aqui uma das principais razões pela qual Maquiavel escreveu o príncipe. Com esse escrito ele desejava guiar os governantes, alertando-os sobre as armadilhas da selva política. Seu objetivo maior que sua obra fosse um manual de auto-preservação para os governantes, e de maneira especial, para o Príncipe Lorenzo de Médice.

Isso implica que para Maquiavel, suas palavras era um guia prático e real ( diferente da República de Platão, que buscava o mundo ideal) para aqueles querem se manter no poder, a qualquer custo, e ainda “agrada” o povo.

2. Aqui se encontra uma das principais implicações do pensamento de Maquiavel e que regerá toda sua obra: os fins justificam os meios. Para ele não importa o quando cruel é o líder, se o que ele faz é para mantê-lo no poder é totalmente aceitável, pois os fins sempre justificarão os meios. O poder mesmo que seja alcançado e mantido  de forma autoritário é o fim em se mesmo.

3. Para Maquiavel, o governante deve ser carrasco, porém sem se divorciar da inteligência. Por isso ele deve sabe não só manter no poder, a qualquer custo, mas também “agrada” o povo. Para isso o governante deve saber manipular o povo, concedendo favores de forma gradativa e que assim fosse melhor apreciada, levando o povo a vê-lo como “bom” e evitando assim revoltas. Ou seja, o líder deve ser sempre que preciso ser “mão de ferro”, mas nunca deve deixar de “agradar” o povo.

4. O pensamento de Maquiavel é lógico e progressivo. Para ele a razão pela qual o governante deve sempre trazer “benefícios” para o povo, deve sempre estar intimamente ligada ao poder. Os favores devem ser concedidos com o propósito de mantê-lo sempre no poder. Para Maquiavel “o príncipe precisa do favor do povo”, pois, se não o tiver não encontrará apoio na adversidade. Isso implica dizer que até o “beneficio” é no fundo um plano “maquiavélico”.

5. Para o autor, além de agradar o povo com benefícios, o governante deve saber explorar as necessidades dos seus súditos. Devem criar mecanismo que façam com eles sempre estejam carentes de necessidades vitais em todo o seu governo, pois, para Maquiavel a necessidade dos súditos leva a dependência, e essa por sua vez os levará a serem sempre fiéis a quem os governa. A necessidade respondida com um favor, muitas vezes leva a uma gratidão e submissão cega.

6. Dentro do pensamento de Maquiavel o poder Bélico e um Exército bem treinado eram de grande importância para a manutenção e expansão do Estado. Em sua obra ele destaca a importância da guerra para com o desenvolvimento do espírito patriótico e nacionalista que vem a unir os cidadãos de seu Estado, de forma a torná-lo forte. Com base em seus estudos sobre as guerras passadas ele mostra que o poder militar é fundamental para se manter um governo no poder. Isso implica que para ele, o governante deveria prioriza o prepara das tropas e investir pesado no poder bélico, e, que justa é a guerra se por meio dela pode-se chegar ao poder e necessárias às armas se nelas há esperança. [4] 

7. Para Maquiavel, a expansão ou a perda do Estado é determinada pela versatilidade do governante na arte da guerra. Para ele uma das tarefas primárias de quem governa é  disciplinar um exército,  preparar para uma guerra defensiva, mover guerra ofensiva, e principalmente inspirar o guerreiro à precaução para conquistar a vitória. Ou seja, o governante deveria ser além administrador e um comandante de guerra.

8. Dentro da visão de Maquiavel o príncipe deve ser um estudante, principalmente da História. Segundo ele o príncipe deve lê no passado os erros e os aceitos, as razões das vitórias e das derrotas, a fim de que obtenha as primeiras e evite as últimas. Ou seja, ser um governante implica em ser um estudante e ter uma cosmovisão do passado, a fim de aplicá-la no presente.

9. Para o autor ser um bom governante implica em seguir os bons exemplos do passado e ter sempre em sua mente seus gestos e ações. Para ele o governante deve seguir o caminho trilhado pelos grandes homens e imitar aqueles que têm se destacado extraordinariamente dos demais, para que mesmo que não alcance sua virtude, algo de sua essência permaneça.

10. Aqui se encontra o tema central do pensamento de Maquiavel e que o fez conhecido através da expressão “maquiavélico”, que os dicionários definem como uma pessoa “astuta”, “ardilosa” e que “negar toda moral”. Para ele o poder era o fim em se mesmo e governante, quando preciso, deveria usa das mais primitivas crueldades para se obter o poder e permanecer nele; no seu pensamento todas as coisas são validas. O antinomismo [5] se encontra presente na essência do seu pensamento, pois, não há normas absolutas, e os fins sempre justificam os meios. Quando mais cruel o governante for mais poder e respeito ele terá, por isso que para ele é mais importante ser temido que amado.

11. Para Maquiavel, o governante tem que está de bem com tudo e todos. Teve ser amigo de todos e inimigo de ninguém. Por isso uma das coisas que ele precisa fazer manipular a fim de agradar. Como já dito anteriormente o líder deve ser sempre que preciso ser “mão de ferro”, mas nunca deve deixar de “agradar” o povo. Ele deve se utilizar de todos os mecanismos necessários para evitar o desprezo e o ódio.

12. Para Maquiavel, entre o temor, através manipulação e repreensão, e o amor, o governante deve optar pelo temor. Para ele é importante ser amado e temido, porém, é melhor ser temido que amado. No seu pensar o amor é um sentimento volúvel e inconstante, já que as pessoas são naturalmente egoístas e podem freqüentemente mudar sua lealdade. Porém, o medo de ser punido é um sentimento que não modificado com constância e leva a submissão cega.

13. Para o autor, o governante além de ser, como já colocado, um general de guerra e um manipulador, deveria ser também um ator. Para ele a hipocrisia (“mascarar”) deveria ser uma marca do governante. Além de ser versado na arte da guerra, também o deveria ser na arte de representa. A mentira e o engano deveriam fazer parte do caráter e atitude do governante. Para ele os que conseguissem “dissimular perfeitamente” seriam bem sucedidos.

14. Mais uma vez o Maquiavel recorre à filosofia pragmática, de estar de bem com tudo e com todos. Para ele o governante deve teve ter bom relacionamento não apenas com povo como já colocado, entretanto, também com os “grandes”. [6] Mas o objetivo é sempre o mesmo evitar atritos e manter o poder.  

15. Na visão de Maquiavel, é melhor ficar sozinho do que bem acompanhado, pois para que um príncipe mantenha sua superioridade ele jamais deve uni-se com o mais forte, excerto por extrema necessidade, pois se o aliado vencer, o príncipe ficará com uma divida de gratidão e sujeito ao seu poder. Mais uma vez fica clara, a idéia de poder absoluto de Maquiavel, em sua obra.


6. AVALIAÇÃO CRÍTICA DAS TESES E DE SUAS IMPLICAÇÕES.

6.1. Apesar  de, O Príncipe ser o livro de clássico e de cabeceira de muitos políticos, discordo que ele seja um manual eficaz para aqueles que desejam governa um grupo, uma sociedade ou uma nação.

Os princípios nele encontrados são em sua maioria antiéticos e que vão de  encontro com os princípios morais mais primitivos. Apesar de termos nele princípios que pragmaticamente funcionam, não creio que eles de fato dariam a qualquer governante um governo duradouro se ele os praticasse.

O Príncipe talvez seja uma visão realista da política, o particularmente eu concordo, mas jamais será um manual eficaz, e a razão primaria para isso é que ele é um livro dicotomizado da verdade que rege todos os princípios: a BÍBLIA.

6.2. É difícil, se não impossível, concordar com o pensamento de Maquiavel que os fins justificam os meios. O governante que guiar por esse princípio será frio, egoísta, calculista, incessível e acima de tudo desumano. Uma ética dirigida por esse princípio será sempre pragmática ou utilitarista. Não podemos abrir mão de uma ética deontológica, para abraçar uma ética teleológica, o fim não pode ser divorciado da norma que está no meio, e por mais que a última nos tragam resultados imediatos, eles não serão duradouros, pois, com a mesma velocidade que eles viram, eles partiram. [7]

6.3. Não há como concordar com autor neste ponto. Apesar, dessa tese ser uma realidade nos sistemas de governos atuais, o governante não deve beneficiar o povo, de modo seletivo e com segundas intenções. De igual modo não deve usar os recursos que lhes foram concedidos, como uma arma de manipulação.

6.4. Há de se discordar mais uma vez do pensamento de Maquiavel. A manipulação, como já dito, vai de encontro com os princípios éticos mais primitivos e universais.

6.5. Para varia, não podemos concordar com o autor. Usar da carência do povo e explorar a necessidade dos seus súditos, nem é a melhor forma para se subir ao poder ou permanecer nele, nem a maneira mais digna e louvável de se governar.

6.6. Apesar da importância do Estado ter um Exercito bem preparado e um poder bélico que intimide seus possíveis adversários, a  história já comprovou que nenhuma nação conseguiu êxito permanente com a guerra. Um grande e atual exemplo disso são Os Estados Unidos da América, que movidos pela ganância do petróleo entraram em guerra com o Iraque ( e de tabela com o mundo Islã.) e apesar de uma vitória “virtual”, sofreram trágicas e terríveis conseqüência e atualmente passam por uma das maiores crises financeiras da História. 

6.7. Talvez um exemplo atual de combate esta tese de Maquiavel seja o Presidente dos USA. Sr. George W. Busch, que demonstrou o quanto e desastroso um administrador, torna-se um comandante de guerra enquanto governa. Um governado versado na arte de guerra, poder ser útil no tempo de Napoleão, que comentando o príncipe concordar com Maquiavel, mas de pouca utilidade hoje. Não que não concorde com a importância do poder bélico e de um exercito bem treinado, mas descreio que isso é o melhor meio para levar o Estado à soberania. 

6.8. Apesar da motivação a priore está errada, aqui podemos concordar com Maquiavel. Pois apesar de muitas pessoas não consideram a História como sendo algo importante e relevante, e o dito popular expressar essa realidade quando afirma que “quem vive de passado é museu”,  a história é de grande importância para a vida humana. Ela não apenas nos informa de fatos passados, como também nos ajuda a entender o presente sem cometer os erros do passado e está mais preparado para o futuro.

Isso eleva ainda mais o valor da “Filosofia da História”, pois o seu objetivo não é apenas o de relembrar os fatos passados como fazem os historiadores, nem como as pessoas pensavam como fazem os psicólogos, mas sim de saber como os homens aprenderam a pensar no decorrer da história e em momentos específicos. Ela é a interpretação da realidade histórica com base nas concepções filosóficas.

6.9.  Não há sombras de dúvidas que Maquiavel tem razão quando a esta verdade. Os grandes do passado são exemplos para todos do presente. Poder conhecê-lo e trilhar os seus caminhos não é uma possibilidade, mas acima de tudo um privilégio.

Os grandes do passado viram o mundo sobre os ombros dos que também eram grandes para eles, e de igual modo seguiram os seus passos. O D. Martin Lloyd-Jones, comentando sobre a Reforma Protestante, diz que: “A maior lição que a Reforma tem a nos ensinar é, justamente, o segredo do sucesso na esfera da igreja e das coisas do Espírito Santo, é olhar para traz”. Lutero e Calvino, diz ele: “foram descobrindo que estiveram redescobrindo o que Agostinho já tinha descoberto e que eles tinham esquecido.[8] (Grifo meu)

6.10. É impossível concordar com o pensamento de Maquiavel neste particular. A sua idéia vai de encontro com os princípios éticos mais remotos da face da terra. O que ele propõe é um mundo sem regras absolutas e por mais resultados rápidos  pragmáticos que se tenha com isso, a anarquia será o fim e a será tão certo como o nascer do sol.   

6.11. A de se concordar com Maquiavel quando afirma que o governante deve procura está de bem com todos e evitar o desprezo e o ódio. De fato quanto apoio do povo o governante tiver mais fácil será governar. Todavia, discordo da motivação a priore do pensamento de Maquiavel, pois para ele, o “evitar o desprezo e o ódio” tem como objetivo a manipulação dos súditos e a permanência no poder.

6.12. Ninguém segue de coração aquele a quem não ama. Um exemplo disso é o regime cubano. Todos temem o governo, mas se um dia alguém desse aos cubanos a alternativa de ficar e seguir o governo ou mudar de país êxodo seria enorme. O temor pode manter o respeito à autoridade, mas nunca manterá o respeito intimo e sincero. A história esta repleta de exemplo disso. O maior líder que a História já teve, foi Jesus e os fiéis que o seguiu o fazia por amor. Entre ser amado e ser temido, é melhor ser amado, pois o temor impõe respeito, mas o amor o conquista.

6.13. Talvez a maior razão pela quais as pessoas não acreditam nos governantes seja a falta de sinceridade. Promessas não cumpridas e discursos “mascarados” mataram a fé do povo. Não podemos concordar com Maquiavel, pois, não precisamos de atores, mas sim de administradores sinceros e comprometidos com a verdade. O governante não deve usar discursos retóricos e “mascarados” para a manipulação das pessoas, pois as pessoas são mais valiosas que coisas, [9] inclusive o poder.

6.14. De fato quanto mais aliados, o governante tiver mais fácil será governar. Porém como já foi dito discordo da motivação a priore do pensamento de Maquiavel, pois para ele, “poupar aborrecimento com os grandes” tem como objetivo a manipulação dos mesmos, visando sempre, à permanência no poder.

6.15. De fato Maquiavel tem razão ao considerar que há união com o mais forte pode trazer uma submissão futura. Porém discordo mesmo que em parte, pois é melhor é está sozinho do que mal acompanhado, mas é ótimo ter uma boa companhia.


[1] Ver: MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe – Comentado por Napoleão Bonaparte. São Paulo,

Editora Martin Claret, 2006, p 190,191.

[2] MADJAROF Rosana .  A renacencia: Politica nova e ciência nova.

Disponivel em: < http://www.mundodosfilosofos.com.br/galileu.htm> Acessado em: 28 de Set. de 2008

[3] MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe – Comentado por Napoleão Bonaparte. Tradução: Edson Bini. 18ª  ed., São Paulo: Editora Hemus, 2006, p. 21-24.

[4] Maquiavel vai tratar melhor desse assunto em outro livro seu intitulado: "A Arte da Guerra"

[5] Para saber mais sobre antinomismo. Ver: GEISLER, Norman L. Ética Cristã, Alternativa e Questões Contemporâneas, São Paulo, ed. Vida Nova, 2002. p. 24 - 37.

[6] Uma das razões do ínpitimam do Presidente Collo foi à falta de aliados.

[7] Para saber mais sobre os pensamentos deontológico e teleológico.

Ver: GEISLER, Norman L. Ética Cristã, Alternativa e Questões Contemporâneas, São Paulo, ed. Vida Nova, 2002. p. 16,17.

[8] Lloyd-Jones apud Neto. NETO, F. Solano Portela. A Mensagem da Reforma para os Dias de Hoje. Fides Reformata. v.2, n.2. jul/dez, 1997. p.29.

[9] Ver: Hierarquismo em: GEISLER, Norman L. Ética Cristã, Alternativa e Questões Contemporâneas, São Paulo, ed. Vida Nova, 2002. p. 99.

 

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Jailson Santos

Mestrando em Divindade pelo Centro de pós-graduação Andrew Jumper (Mackenzie - São Paulo)

Bacharel em Teologia pelo Seminário JMC e Universidade Presbiteriana Mackenzie

Pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana Aliança em Limeira - SP

Professor de teologia sistemática no SPFB

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